Por: Redação Com informações e entrevista exclusiva do portal Capital do Oeste
BARREIRAS – O Conjunto Penal de Barreiras, localizado no Extremo Oeste da Bahia, vem se consolidando como um modelo de sucesso na gestão prisional do estado. Operando sob o regime de cogestão entre o Governo do Estado (através da SEAP – Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização) e a empresa Socializa, a unidade concilia um forte aparato de segurança com uma política agressiva de capacitação profissional e reinserção social.

Em entrevista exclusiva concedida ao portal Capital do Oeste, o vice-diretor da unidade, João Neto, detalhou a engrenagem que move o presídio e explicou como o equilíbrio entre disciplina e oportunidade tem gerado resultados positivos dentro e fora dos pavilhões.
Tecnologia e Disciplina: Os Pilares da Segurança
A estrutura do Conjunto Penal foi planejada para mitigar riscos e neutralizar tentativas de evasão ou entrada de materiais ilícitos. De acordo com os dados operacionais da unidade, a segurança é baseada em tecnologia de monitoramento constante e protocolos rigorosos de revista.

A empresa Socializa atua fornecendo soluções modernas em monitoramento, além de equipes especializadas que realizam a guarda interna e a logística de facilities, permitindo que o Estado foque no policiamento e na custódia estratégica.
“A segurança não se faz apenas com muros altos, mas com inteligência e processos bem desenhados”, pontuou João Neto em sua fala ao Capital do Oeste. O monitoramento por câmeras de alta resolução, sistemas de trancamento automatizado e o controle rigoroso de fluxo garantem a integridade tanto dos colaboradores quanto dos próprios internos.
O Papel da Socializa: Cursos e Transformação Social
O grande diferencial da unidade de Barreiras, no entanto, é o foco na transformação do indivíduo. A Socializa defende que a educação profissional é a maior ferramenta para romper o ciclo da criminalidade.

Dentro do presídio, são oferecidos diversos cursos de qualificação em setores estratégicos do mercado regional. Entre as frentes pedagógicas e de capacitação profissional, destacam-se:
- Construção Civil: Cursos voltados para pedreiro, pintor e mestre de obras, qualificando os reeducandos para a alta demanda do setor imobiliário da região.
- Elétrica e Energia Solar: Através de parcerias com órgãos de ensino profissionalizante, os internos recebem capacitação para atuar como eletricistas prediais e na instalação de sistemas fotovoltaicos (energia solar) — um mercado em plena expansão no Oeste baiano.
- Projetos Ambientais e Horticultura: Ações como o projeto “Jardim Terapêutico Flor & Ser” e a produção de mudas nativas unem a terapia ocupacional ao aprendizado técnico agrícola e paisagístico.
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| TRILHA DE RESSOCIALIZAÇÃO CPBA |
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| Área Técnica / Profissional | Desenvolvimento Pessoal |
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| • Elétrica Industrial | • Projetos de Leitura |
| • Sistemas Fotovoltaicos | • Apoio Psicoeducacional |
| • Técnicas de Construção | • Assistência à Saúde |
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“Devolver à sociedade cidadãos melhores”, afirma João Neto
Durante o diálogo com o Capital do Oeste, o vice-diretor João Neto enfatizou que o trabalho realizado na unidade vai muito além do cumprimento de pena. A meta principal é a ressocialização.

Para a direção, cada interno que se forma em um curso técnico representa uma vaga a menos na reincidência criminal. A parceria entre a SEAP e a iniciativa privada, por meio da Socializa, viabiliza uma estrutura humanizada, que oferece desde assistência jurídica e médica até o suporte psicológico e pedagógico.

Com um ambiente controlado, seguro e focado na educação, o Conjunto Penal de Barreiras mostra que o sistema prisional pode cumprir seu papel punitivo sem abrir mão de sua função mais nobre: dar uma segunda chance a quem deseja mudar de vida.
Fonte de imagens: SEAP – Secretaria de Estado de Administração Penitenciária
Da redação Capital do Oeste



