Por Redação Capital do Oeste
Barreiras, BA
A pouco menos de uma semana para o início da Copa do Mundo de 2026, as ruas de Barreiras, principal polo econômico do Oeste baiano, começam a ganhar as tradicionais cores verde e amarelo. Mas não é apenas a paixão pelo futebol que está movimentando a cidade: o comércio varejista e o setor de serviços locais vivem dias de intensa expectativa, apostando no torneio mundial para acelerar as vendas e movimentar a economia regional.
De acordo com projeções da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Copa de 2026 deve injetar mais de R$ 4,3 bilhões no varejo brasileiro, um aumento real de 6,5% em relação ao último mundial. Em Barreiras, cidade com forte poder de consumo e um mercado de trabalho formal aquecido, o comércio já sente os primeiros reflexos dessa onda.
O “Combo” da Injeção Econômica: Copa e Festas Juninas
Este ano, o comércio de Barreiras conta com um tempero extra. O início do mundial coincide perfeitamente com os preparativos para as Festas Juninas, gerando um efeito multiplicador no consumo.
Ao contrário de edições passadas, em que a busca por grandes eletrodomésticos dominava o período, o cenário de crédito mais caro mudou o comportamento do consumidor. A tendência atual foca no consumo imediato.
“O preço médio das Smart TVs caiu quase 19% em relação ao último mundial, e as buscas na internet cresceram na reta final, mas o verdadeiro motor da nossa economia local neste mês será o consumo de conveniência e a experiência do cliente”, aponta o relatório conjuntural de mercado.
Os Setores que “Fervem” o Comércio Local
Uma caminhada pelo Centro de Barreiras e pelos bairros comerciais como Barreirinhas e Santa Luzia revela quais setores saíram na frente para faturar com o torneio:
1. Supermercados, Bares e Restaurantes (Alimentos e Bebidas)
É o segmento com maior previsão de faturamento, estimado em abocanhar a maior fatia do bolo comercial. Distribuidoras de bebidas, açougues e supermercados de Barreiras reforçaram os estoques para os dias de jogos do Brasil. Bares e restaurantes da cidade estão preparando programações especiais, com telões de alta definição, decoração temática e petiscos personalizados para atrair os torcedores.
2. Vestuário e Artigos de Uso Pessoal
A busca por camisas da Seleção Brasileira, chapéus, cornetas e adereços juninos misturados ao tema da Copa disparou. Lojas de variedades e confecções locais adaptaram suas vitrines para o “Arraiá do Hexa”, aproveitando a dupla sazonalidade.
3. Serviços e Eventos
Serviços de decoração de ambientes, pequenos eletroeletrônicos e som automotivo também registram alta considerável. Além disso, a procura por telões e estruturas para eventos privados e corporativos movimentou o setor de locação de Barreiras, gerando oportunidades de trabalho temporário.
PROJEÇÃO DE GASTOS NO VAREJO (BRASIL – COPA 2026)
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Hiper e Supermercados: R$ 3,97 bilhões
Vestuário e Acessórios: R$ 803,7 milhões
Artigos Pessoais/Domésticos: R$ 262,6 milhões
Informática e Comunicação: R$ 198,5 milhões
Móveis e Eletrodomésticos: R$ 80,2 milhões
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Fonte: Confederação Nacional do Comércio (CNC)
Otimismo no Balcão
Para os empresários barreirenses, a Copa do Mundo funciona como um fôlego extra em um ano de recuperação do varejo baiano, que apresentou oscilações nos primeiros meses. A expectativa é que o avanço do mercado de trabalho local e o alívio na inflação de alimentos dêem o suporte necessário para o poder de compra do cidadão.
Se a Seleção Brasileira avançar nas fases eliminatórias, a previsão é de que o comércio local estenda o ritmo acelerado de vendas até o mês de julho. Para Barreiras, o Hexa não é apenas um sonho esportivo, mas também uma meta de faturamento.
Da redação Capital do Oeste



