Dados apontam aumento de infecções e circulação antecipada do vírus influenza. Grupos prioritários demandam atenção
A temporada de gripe começou antes do esperado no Brasil em 2026 e já resultou em mais de 1,6 mil mortes, segundo dados recentes de vigilância em saúde. O avanço precoce do vírus influenza tem provocado aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e mobilizado autoridades para reforçar a vacinação como principal medida de proteção.
Levantamento divulgado esta semana pela Fundação Oswaldo Cruz indica quase 32 mil casos de SRAG no país neste ano, com mais de 1.600 óbitos registrados. O cenário reflete uma circulação antecipada do vírus influenza A em diferentes regiões, alterando o padrão sazonal e exigindo resposta mais rápida da rede de saúde.
Dados do Instituto Todos pela Saúde mostram que, entre janeiro e meados de março, os casos de SRAG associados ao influenza praticamente dobraram em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 3.584 registros em 2026, ante 1.838 no ano anterior. No mesmo intervalo, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios, conforme informações do Ministério da Saúde.
A SRAG é uma condição clínica causada por diferentes agentes infecciosos, incluindo influenza, SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório. A análise atual destaca especialmente os casos relacionados aos vírus influenza A e B, que apresentam maior circulação neste início de ano e impacto relevante nas internações.
Fonte: Correio Braziliense


