A certificação socioambiental da cotonicultura brasileira ampliou seu alcance na safra 2025/2026, no Cerrado baiano. O Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) certificou 101 fazendas acompanhadas pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa): 100 na Bahia e uma no Tocantins, um crescimento de 6,3% em relação às 95 unidades certificadas no ciclo anterior (94 na Bahia e 1 no Tocantins).
Para a coordenadora do Programa ABR e de Sustentabilidade da Abapa, Yanna Costa, o crescimento demonstra que a sustentabilidade vem se consolidando como parte da gestão das propriedades. “O produtor enxerga a certificação como uma ferramenta de gestão e de melhoria contínua. Cada nova adesão fortalece uma cultura baseada em responsabilidade socioambiental, conformidade e evolução permanente das práticas no campo, explicou.
Apesar de aumentar o número de fazendas que integram o ABR, nesta safra, o programa certificou 325.184 hectares, correspondentes a 78% da área plantada com algodão na Bahia, além de 400 hectares no Tocantins. A área certificada foi 7,2% menor que a registrada no ciclo anterior (350.514 hectares).
O indicador de área certificada, de acordo com a coordenadora, varia conforme o perfil das propriedades participantes em cada safra. “O dado que melhor evidencia o fortalecimento do programa neste ciclo é o crescimento no número de unidades certificadas. Nosso trabalho é acompanhar cada produtor ao longo de todo o processo, oferecendo suporte técnico, esclarecendo dúvidas e orientando as adequações necessárias para que as propriedades atendam aos critérios do ABR”, disse.
Idealizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em 2012, o ABR é o principal protocolo de certificação socioambiental da cotonicultura brasileira. De adesão voluntária, o programa reúne critérios ambientais, sociais e econômicos, é auditado por certificadoras independentes e tem como princípio a melhoria contínua das propriedades rurais. Na Bahia, a implementação é conduzida pela Abapa, que acompanha os produtores durante todas as etapas do processo. O protocolo também é reconhecido internacionalmente por meio do alinhamento com a Better Cotton.

Outro destaque desta safra foi o reconhecimento de três unidades produtivas que completaram dez safras consecutivas certificadas pelo ABR, marco que evidencia a consistência das boas práticas ao longo do tempo.
“Completar dez safras certificadas representa a consolidação de um trabalho construído ano após ano. Como o ABR é um programa de evolução contínua, manter esse padrão por uma década demonstra o compromisso desses produtores com uma cotonicultura cada vez mais responsável e preparada para atender às demandas da sociedade e do mercado”, ressaltou Yanna.
Fonte: ABAPA


